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terça-feira, 25 de maio de 2010

Crise atual é mais ética que econômica, diz Leonardo Boff

Mais do que uma crise econômica, o mundo vive uma crise ética que remete a uma questão de valores e de definição do rumo que o Planeta precisa traçar em direção ao futuro, afirmou o teólogo Leonardo Boff, durante palestra no 14º Congresso de Direito Ambiental dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, em São Paulo.

A reportagem é de Flávia Albuquerque e publicado pela Agência Brasil, 24-05-2010.

“Chegamos a um momento da história em que mais do que nunca devemos colocar de forma radical a questão ética, que é mais do que princípios e valores e sim um conjunto de ensaios que os seres humanos fazem buscando o bem comum de todos, mas de toda comunidade viva, porque não estamos sozinhos, não somos os únicos a usar a biosfera, os animais, as plantas precisam desse entorno para viver e nós que pensamos somos os responsáveis por esse cuidado”.

Boff disse ainda que o mundo chegou a um limite extremo da intervenção do ser humano na natureza no qual alguns passos a mais poderão levar a uma catástrofe ecológica. “Ou nós fazemos uma aliança global para cuidarmos uns dos outros e juntos cuidarmos da Terra, ou então corremos o risco da nossa própria destruição e da devastação da diversidade”. Segundo ele, a Terra pode continuar viva sem o ser humano, mas o ser humano não vive se a Terra estiver devastada.

Na opinião de Leonardo Boff, a Terra já ultrapassou sua capacidade de autorregeneração em 30% e o ser humano está consumindo hoje o que deveria consumir amanhã. Para o professor, sozinho o Planeta tem condições de recuperar o que já perdeu e encontrar o equilíbrio que seja favorável à vida. “A Terra é insustentável e daí vem os eventos extremos como as mudanças climáticas, que devem ser entendidas como um problema social”.

Na avaliação de Boff, são necessários quatro princípios fundamentais para fundar a nova ética para recuperar e preservar a Terra e a vida no planeta: resgate da razão com a cordialidade e a afetividade, porque quando o ser humano se envolve afetivamente começa a repensar suas atitudes; cuidado, já que tudo o que cuidamos dura bastante tempo e sana as feridas existentes e previne feridas futuras; cooperação, diferente da lógica da economia e de mercado que é a competição; e responsabilidade.

“Diante desse cenário dramático que vemos todos os dias, temos duas atitudes, uma de tragédia que termina mal. E outra visão desse cenário é de crise civilizacional que vai causar muito sofrimento porque muito fizemos contra a Mãe Terra, mas ela é generosa e continuamente nos acolhe e nos trata como filhos queridos, mesmo que ingratos. Nós vamos superar essa crise”, disse.

terça-feira, 18 de maio de 2010

OZIRES XAVIER, PRESENTE!

Dia de Luto

O movimento social do RN, se despediu no dia de hoje do companheiro Ozires Xavier leite, seu falecimento aconteceu em Natal-RN, quando estava fazendo tratamento de um câncer no estomago.
Um lider atuante na categoria dos telefônicos em Mossoro e Região e participou do movimento pela democratização das meios de comunicação, que deu origem a 1ª radio comunitaria de Mossoro.
Ozires se foi,deixou um imenso vazio no coração daqueles que conviveram ao seu lado, mas sua historia de luta ficará presente na nossas mentes.

A JORNADA DE TRABALHO

CUT organiza dia nacional de mobilização pela redução da jornada

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários e aumenta o adicional de hora extra de 50% do valor normal para 75%, tramita no Congresso Nacional há 15 anos, onde encontra-se parada.
Com a finalidade de ampliar a pressão sobre os parlamentares e o presidente da Câmara Federal, Michel Temer, para que coloquem a PEC da redução na ordem de votação, a CUT realiza na próxima terça-feira (18) o Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações.

A reportagem é do portal da CUT, 14-05-2010.

As manifestações ocorrerão de forma descentralizada, com os trabalhadores/as de todas as regiões do Brasil atrasando a entrada de turnos, paralisando parcial ou integralmente as empresas, fazendo atos de rua, atividades nos locais de trabalho, nos centros urbanos, nas áreas rurais.

“Vamos todos sair às ruas para mostrar aos parlamentares que estamos mobilizados pela redução da jornada e que não aceitaremos outra resolução que não seja a inclusão imediata do projeto na pauta de votação”, exclama Artur Henrique, presidente da CUT.

Segundo avaliação do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) a redução da jornada de trabalho vai inserir mais de 2 milhões de pessoas no mercado, além de propiciar diversos avanços sociais para a classe trabalhadora. Estudo divulgado recentemente pelo própria entidade mostra que a redução da jornada significaria um aumento de apenas 1,99% dos custos de produção. Considerando que em média, o peso do gasto com a mão de obra é de 22%, os custos mal alcançariam os 24%.

Apesar dos fatores positivos citados acima, patrões e setores conservadores da sociedade insistem em rebater a redução com argumentos ultrapassados e incoerentes. São alentos do atraso que persistem na manutenção das desigualdades e na precarização das condições de trabalho, que criminalizam o movimento sindical e os movimentos sociais.

Nos anos que se sucederam a última redução constitucional da jornada de trabalho semanal, ocorrida em 1988, a indústria e o comércio tiveram sucessivos ganhos econômicos que não foram repassados aos trabalhadores.
“Passou da hora de revertermos este retrocesso social do trabalho no país. Por isso, é importante que a militância CUTista costrua neste 18 de maio um diálogo aberto com o conjunto dos trabalhadores e com a sociedade brasileira sobre os benefícios da redução da jornada de trabalho sem redução de salários”, conclama o presidente da CUT.

sábado, 1 de maio de 2010

PRESIDENTE LULA MAIS INFLUENTES

Time"cita Lula entre líderes mais influentes
Extraído de: Portal Jornal de Jundiaí - 30 de Abril de 2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela revista americana "Time" um dos líderes mais influentes do mundo em 2010, ao lado de figuras como o colega americano, Barack Obama. Embora o nome de Lula seja o primeiro da lista, a publicação afirma que isto não o qualifica como o líder mais influente, pois não se trata de um ranking. Em 2004, o presidente brasileiro já figurara na relação - ocasião em que foi descrito como "a voz dos países em desenvolvimento".

A lista das 100 pessoas mais influentes do mundo deste ano, divulgada ontem, é dividida em quatro categorias: líderes, heróis, artistas e pensadores. Lula divide o título com outros 25 líderes, de empresários a políticos. O perfil do brasileiro é assinado pelo documentarista Michael Moore. No texto - altamente elogioso -, ele descreve Lula como "um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana". Moore aproveita o perfil de Lula para criticar seu próprio país.

"A grande ironia do governo Lula é que, enquanto tenta conduzir o Brasil ao primeiro mundo com programas sociais estatais, como o Fome Zero, os Estados Unidos se parecem cada vez mais com o antigo terceiro mundo." O pré-candidato do PSDB, José Serra, elogiou Lula, ontem, na Agrishow, feira de tecnologia agrícola, em Ribeirão Preto. "O mundo tem uns 200 países, e ele estar nesse grupo de 25 principais personagens já é uma conquista." Esta é a sétima lista do gênero divulgada pela "Time".

A publicação de 2010 chega quando a aprovação do presidente brasileiro alcança os 84%, de acordo com a última pesquisa Ibope A lista de líderes influentes inclui o presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e a ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente na chapa de John McCain, Sarah Palin, além dos primeiros-ministros japonês e palestino, Yukio Hatoyama e Salam Fayyad.

O ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner também figura na lista, só que na categoria dos pensadores mais influentes do mundo. Outros nomes na mesma categoria incluem o presidente da Apple, Steve Jobs, os economistas Paul Volcker e Amartya Sen, e a integrante da Suprema Corte americana Sonia Sotomayor.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AMIANTO A SAUDE EM RISCO

Foi um massacre silencioso o que se consumou nos últimos 30 anos nos canteiros navais de Palermo, na Itália, envolvidos em uma nuvem de amianto. Para o tribunal da capital siciliana, as responsabilidades devem ser atribuídas à gestão dos ex-responsáveis pela Fincantieri [empresa de construção de navios]: o juiz Giuseppe Criscione condenou por homicídio culposo plúrimo e lesões os diretores do estabelecimentos de Palermo, que se alternaram entre 1970 e 1990. Luciano Lemetti foi condenado a sete anos e seis meses, Giuseppe Cortesi a seis anos e Antonino Cipponeri a três. Porém, terão direito a indulto.

A reportagem é de Salvo Palazzolo, publicada no portal do jornal La Repubblica, 26-04-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os ex-diretores de Palermo foram também condenados a pagar ao Inail [Instituto Nacional de Seguro contra Acidentes de Trabalho, na sigla em italiano] uma enorme multa de 4,2 milhões de euros, que é só uma antecipação ao ressarcimento que será depois quantificado pelo juiz civil. Outros ressarcimentos foram decididos para as famílias dos operários, para a Fiom Cgil, a Legambiente, para a Medicina Democratica e para a Câmara do Trabalho de Palermo, todas partes civis.

O processo fazia referência à morte de 36 operários e das pesadas doenças de outros 24 funcionários da Fincantieri. A causa teria sido uma só: a inalação das fibras de amianto. O que foi concluído hoje é só o primeiro capítulo da megainvestigação conduzida pelos procuradores substitutos Emanuele Ravaglioli e Carlo Marzella sobre as mortes nos canteiros de Palermo.

Outras quatro investigações, que revelam mais de 50 mortes por tumor, estão prestes a chegar ao tribunal. A Procuradoria também apresenta acusações contra os ex-responsáveis nacionais da empresa. Segundo a reconstrução do ministério público de Palermo, a Fincantieri teria continuado a produção de amianto até 1999, apesar de uma proibição explícita da lei de 1996.

“Desde os anos 50, os riscos do amianto são conhecidos”, rebateram os juízes. “Apesar de tudo isso, a Fincantieri não adotou as medidas mais elementares de prevenção para evitar a inalação do pó e das fibras do amianto”. No estabelecimento, não havia roupas especiais, nem máscaras, nem capacetes de proteção. E nem sistemas de aspiração do pó de amianto.

(Ecodebate, 29/04/2010) publicado pelo IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.

PAGAMENTO POR DANOS MORAIS

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Empresa Vivo Celular perde recurso e terá que pagar 8 mil reais de indenização

A operadora de celular Vivo S/A teve um recurso judicial negado pelo Presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, Desembargador Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes. A empresa recorreu de condenação que determinou o pagamento de 8 mil reais como indenização por danos morais, por ter incluído o nome de um cliente, indevidamente, no cadastro de mau pagadores.


Após a condenação de 1º grau (Juiz), a empresa recorreu ao Tribunal de Justiça de Rondônia (2º grau) para anular a sentença do Juiz. Entretanto, além de manter a condenação, os Desembargadores aumentaram o valor a ser pago para 8 mil reais. Em busca de mais uma possibilidade de apelação, um recurso especial foi pedido à Presidência do Tribunal.

O Desembargador Cássio Guedes, valendo de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o recurso à operadora de telefonia celular, mantendo a condenação anterior. O julgamento do recurso especial ocorreu no último dia 26 e foi publicado hoje (28) no Diário da Justiça Eletrônico.

FONTE: JUSBRASIL

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CONSUMIDOR INDENIZADO

Caixa terá que pagar indenização a consumidor
Quinze minutos: A Caixa Econômica Federal (CAIXA) terá que indenizar, por danos morais, cliente que se diz prejudicada, devido ao fato de ter passado 1 hora e 31 minutos aguardando atendimento em uma das agências da referida instituição financeira. A determinação é do juiz da 3ª Vara Federal de Sergipe, Edmilson da Silva Pimenta, que ressaltou que "é público e notório o desrespeito à Constituição Federal, ao Código de Defesa do Consumidor e à Lei Municipal nº 2.636/98, quando o consumidor de serviços bancários é submetido a longa espera nas filas de atendimento pessoal, que, também, já se verifica nos terminais eletrônicos disponibilizados

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