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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

FILME SUGERIDO

DIARIO DE MOTOCICLETA

É o filme que retrata a viajem do jovem che guevara pela Ameria do sul e seu amigo Alberto granado, uma grande aventura do inicio ao final ,um bom filme.

sábado, 16 de janeiro de 2010

ECONOMIA SOLIDARIA

RS se prepara para a Feira Mundial de Economia Solidária e para o 1º Fórum Social

A manhã do dia 09 de janeiro foi movimentada no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria (RS). Não só pelo Feirão, que ocorre todo sábado com a comercialização de artigos produzidos pelos empreendimentos da economia solidária, mas também porque foi realizada uma reunião ampliada de preparação do 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária. Com a presença de representantes de diversas comissões – são mais de 60 comissões que organizam as atividades - foram discutidos temas como a recepção do evento, que será formada por voluntários já a partir do dia 21 de janeiro, quando começam a chegar os primeiros participantes.
A notícia é do sítio da CNBB, 14-01-2009.
Conforme a coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, irmã Lourdes Dill, diversas caravanas de outros estados brasileiros já estão confirmadas, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de cerca de 15 representantes do continente africano, que já asseguraram presença. A expectativa da organização é de que, aproximadamente, 150 mil pessoas participem das atividades.
O Fórum e a Feira Mundial de Economia Solidária, que acontecem em Santa Maria de 22 a 24 de janeiro, fazem parte das comemorações dos 10 anos do Fórum Social Mundial, que este ano será feito de forma descentralizada no mundo, com mais de 40 agendas já confirmadas em todos os continentes. Os eventos de Santa Maria são o pontapé inicial para essas comemorações, depois as atividades vão para Porto Alegre e Região Metropolitana do estado, entre os dias 25 e 29 de janeiro.
Entre os temas abordados na reunião, também foi debatido o mapa dos eventos, onde cada empreendimento, expositor ou debatedor terá centrada suas atividades. Os cinco grandes seminários, abordando cinco eixos principais, serão realizados em um espaço montado no Parque da Medianeira, além de toda a estrutura do Centro de Referência, que contará com a comercialização e exposição de produtos, palco e praça de alimentação. A escola irmão José Otão, que será cenário para oficinas e atividade autogestionadas, também abrigará participantes do Levante da Juventude e visitantes que utilizarem a hospedagem solidária.
O almoço, já tradicional durante a Feira do Cooperativismo de julho em Santa Maria, também fará parte do Fórum e Feira Mundial de Economia Solidária.
Para ler mais:
Economia Solidária. Uma “outra economia” ou uma economia de “pobre para pobre”?




















quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O TRABALHADOR COM MEDO

O Assedio Moral

A violência contra o Trabalhador(a) não é feito pela tortura fisica, é um fenomeno novo que está enraizada no coração e mente do profisional , sendo evidente atraves do medo nos locais de trabalhos e presente em diversas categorias , porem no setor privado ocorrendo com mais frequencia desde a manipulação do medo com o processo de mater os percentuais de vendas ou produção em alta. O assedio moral impoe varias fases entre as humilhações aos atos descriminatorios, colocando em risco a saude do agredido, que passa a conviver com depresão rotineira, disturbios durante o sono, dores de cabeça e falta de apetite. É necessario combate-lo de forma coletiva denunciando o agressor aos orgãos competentes como: Sindicatos, Ministerio do trabalho e Ministerio Publico.

CESTA BASICA TEM REDUÇÕA

janeiro/2010Custo da cesta básica tem redução em 2009 Apenas em uma das 17 capitais onde o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o custo dos alimentos essenciais subiu em 2009. A alta foi registrada em Belém, onde os gêneros alimentícios de primeira necessidade tiveram aumento de 2,65%. As maiores retrações no custo da cesta ocorreram em João Pessoa (-14,92%), Natal (-12,57%) e Aracaju (-12,47%), enquanto a menor foi verificada em Vitória (-3,71%). Em dezembro de 2009, três capitais apresentaram alta: Brasília (2,77%), Aracaju (0,78%) e Belém (0,37%). Nas demais cidades pesquisadas, o preço da cesta caiu em dezembro, com variações que se situaram entre -1,39%, em Manaus e -8,63%, em Salvador. Apesar do recuo de 6,69% no custo dos gêneros essenciais registrado em dezembro, em Porto Alegre, a capital gaúcha continuou a registrar o maior valor para os gêneros alimentícios essenciais (R$ 237,58), o que representa uma redução de 6,78%, em relação a dezembro de 2008. A segunda capital mais cara foi São Paulo (R$ 228,19), vindo a seguir Brasília, com o custo de R$ 222,22, para os produtos de primeira necessidade. Os menores preços para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais foram registrados em Aracaju (R$ 169,18), João Pessoa (R$ 170,63) e Recife (R$ 171,31). O valor do salário mínimo necessário finalizou 2009 equivalendo a R$ 1.995,91, ou seja, 4,29 vezes o mínimo em vigor, de R$ 465,00. Em novembro, o piso salarial era estimado em R$ 2.139,06. Em dezembro de 2008, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.141,08. Em São Paulo, compra da cesta requer a menor jornada desde 1970 A retração nos preços dos alimentos na capital paulista no último ano fez com que a compra dos gêneros alimentícios essenciais exigisse a realização de uma jornada de 109 horas e 53 minutos, a menor desde 1970 (106 horas e 11 minutos). Veja, aqui, o texto completo da cesta básica. Acesse também: www.dieese.org.brEscritório Nacional: rua Ministro Godói, 310 Perdizes - São Paulo CEP 05001-900 Tel. 3874-5366 Escritórios Regionais: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe www.dieese.org.br

AGRICULTURA FAMILIAR E SEU DESAFIOS

Dentre as políticas públicas priorizadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) nos últimos anos, certamente o incentivo à agricultura familiar ganha destaque. Dentro dessa linha, em junho de 2009, o governo federal sancionou uma lei que estabelece que um mínimo de 30% dos recursos disponíveis para compra de alimentos da merenda escolar seja proveniente da agricultura familiar, priorizando assentamentos de reforma agrária e comunidades indígenas e quilombolas. Apesar disso, quem não é do meio rural desconhece a importância desse segmento, e especialistas apontam desafios que ainda precisam ser vencidos, como a distribuição de renda no campo e fixação do pequeno agricultor, a universalização do crédito e a transferência de tecnologia às propriedades familiares.
De uma forma geral, a parcela da população urbana é pouco informada sobre o papel da agricultura familiar em suas vidas, quais nichos ela vem ocupando, principalmente no abastecimento interno, e qual a sua importância social. Entretanto, dados do MDA indicam que 70% de alimentos consumidos no Brasil são provenientes da agricultura familiar, que participa de 9% do produto interno bruto (PIB) do país, ou seja, um terço do agronegócio brasileiro. Mesmo assim, especialistas acreditam que ainda existem muitos desafios a serem enfrentados para a preservação da agricultura familiar pelo país.
Para o professor Manoel Baltasar Baptista da Costa, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a agricultura familiar assume a importância fundamental de empregadora de uma considerável parcela da população rural. “A questão mais séria é a de geração e distribuição de ocupação e renda”, explica Baltasar. Além disso, segundo ele, em alguns países da Europa, a agricultura familiar é preservada inclusive na perspectiva cultural, e sua importância transcende fatores puramente econômicos. “Eu acho que não podemos ficar nesse reducionismo do lucro e da escala, mesmo porque essa agricultura do agronegócio está nos levando ao suicídio pelo processo de devastação”, opina.
Outra questão em jogo é o êxodo rural, que mudou a configuração demográfica do país em décadas passadas e ainda hoje é preocupante. Por questões econômicas, muitos jovens agricultores acabam por abandonar as propriedades e migram para as cidades. “O jovem não está ficando. Ele está evadindo, e você vê isso, inclusive, em processos de reforma agrária”, afirma Baltasar. Para o professor da UFSCar, atualmente, a maior causa de evasão de jovens do campo é a baixa renda da produção familiar. “Eu, particularmente, acho que com a baixa qualidade de vida urbana, se na agricultura a renda fosse um pouco maior, existiriam condições de fixar muita gente no campo”, completa.
Para o professor Jalcione Pereira de Almeida, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é necessário política pública consequente, de longa duração e que beneficie esse segmento. “Sem isso, é muito pouco provável que a gente vá conter o êxodo, o abandono e a degradação dessa agricultura”, acredita. Almeida aponta como um dos problemas do setor o fato de que, muitas vezes, mesmo os recursos disponíveis não chegam aos pequenos produtores. “Muitos desses agricultores nunca chegaram na porta de um banco. Então, nesse caso, o banco tem que chegar, a política tem que chegar ao agricultor”, completa.
Segundo Almeida, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal linha de crédito oferecida pelo governo federal ao agricultor familiar, muitas vezes não consegue chegar aos agricultores mais isolados no interior do Rio Grande do Sul, que não têm acesso a telefone ou internet. “Eu acho que tem como pensar políticas baseadas no crédito que possam alavancar a produtividade dessa agricultura familiar e viabilizá-la”, conclui.
Além do Pronaf, que disponibiliza até R$ 40 mil por agricultor, existem outras formas de financiamento via governo federal: Microcrédito Rural; Pronaf Mulher, que atende às mulheres agricultoras; Pronaf Floresta nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para lavouras que planejam desenvolver projetos de sistemas agroflorestais; e auxílio às cooperativas de produção com base na agricultura familiar. O MDA também disponibiliza aos agricultores familiares financiamentos para veículos utilitários e uma política de seguros, através do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) e do Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF).
Alinhados com os programas de crédito rural do governo, o Banco do Brasil e a Nossa Caixa também oferecem financiamento através do Pronaf, com juros de 1% a 5% ao ano, dependendo da renda e da destinação do recurso, e prazo de pagamento de até 2 anos, além dos financiamentos rurais tradicionais, que oferecem juros de 6,75% ao ano e prazo de pagamento de até 5 anos.
Mas como conciliar a produção com o aumento da demanda mundial por alimentos? Nos últimos anos, o aumento da população mundial e o consequente aumento da demanda por alimentos colocaram a agricultura como uma questão estratégica que vem ganhado ainda mais importância. Para Almeida, da UFRGS, essa questão é enganosa, pois é um problema essencialmente de distribuição do alimento e não de sua produção. “O que adianta aumentar a produtividade na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, se esse aumento de produção vai continuar concentrado? Ou seja, se não houver uma desconcentração, se não houver capacidade competitiva maior entre os diferentes continentes, políticas públicas adequadas e condições para esses países onde tem pobreza e necessidade de implementar a produção, eu acho que dificilmente nós vamos resolver o problema da fome”, pondera. “Ou nós descobrimos formas de produzir alimento viável, compatível ambientalmente, socialmente e economicamente, nessas regiões que têm mais carência de fome e via agricultura familiar, fundamentalmente, ou nada feito”, completa. A questão da tecnologia rural para a agricultura familiar é outro ponto chave. Para Almeida, o cerne da questão é preservar a diversidade da agricultura familiar e evitar a padronização que ocorreu com a agricultura patronal nos últimos 40 anos, após a revolução verde. “É possível pensar em tecnologia, em avanço tecnológico e inovação no sentido de adequá-las às necessidades, às demandas dos diferentes tipos de agriculturas familiares ou de agriculturas de um modo geral, que existem no mundo. E daí nós vamos ter um quadro diverso de demandas que vai promover o desenvolvimento de diferentes agriculturas, que certamente serão muito melhor adaptadas a contextos específicos”, diz.
O professor da UFRGS ainda pondera que apenas recentemente se pensa em modernização, em avanço, em inovação tecnológica, pesquisa e extensão mais voltados para esse segmento específico de agricultura, no mundo inteiro. Segundo ele, a agricultura familiar é potencialmente capaz de alavancar a produção alimentar em escala local e pode fazer frente a essas exigências de alimento para combater a fome e a miséria no mundo.
Baltasar, da UFSCar, acredita que as tecnologias devem ser pensadas cuidadosamente para que sejam factíveis e não se perca de vista o grupo alvo. “Uma tecnologia capital intensiva para um segmento que não tem capital, uma tecnologia estandartizadora do ambiente numa região que a gente trabalha com a biodiversidade”, explica. “Então, eu acho que seria muito importante um esforço maior da área de ensino, de pesquisa e do poder público, na perspectiva de tratar a agricultura familiar de uma forma diferenciada”, continua.
Além disso, o professor da UFSCar acredita que é preciso levar em conta o custo ambiental da atividade agrícola para se medir os ganhos. “Eu acho que se fazendo mais investimentos de pesquisa, em pouco tempo, a agricultura familiar vai se mostrar mais eficiente que a convencional, se a gente calcular todos os custos e benefícios. A gente pensa produtividade, mas quanto de recurso está se degradando a longo prazo, quantas áreas já foram agrícolas e não são mais por degradação? Tem tembém a questão de poluição de água, de ar, uma série de inconvenientes. Então, é preciso pensar como trabalhar nessa perspectiva”, completa.
No Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é responsável por um grande número de estudos e pesquisas voltados para a agricultura familiar e visando o desenvolvimento e a transferência tecnológica e de inovação. Um dos projetos da Embrapa voltados para a agricultura familiar é parte do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa), cujo objetivo é “gerar e disponibilizar tecnologias para assegurar a competitividade e sustentabilidade econômica, social e ambiental à agricultura familiar”.
A degradação do meio ambiente também é um aspecto em evidência nos dias de hoje, e a agricultura é certamente um fator importante para o desmatamento. Para Almeida, da UFRGS, embora não existam ainda respostas definitivas para essas questões ambientais, a conscientização ambiental em uma escala menor, como a da agricultura familiar, é mais fácil de ser realizada. “Eu não estou dizendo que naturalmente a agricultura familiar é mais conservadora que a outra, até porque eu não acredito nisso. Mas eu acho que a questão da conservação ambiental é muito mais factível, é muito mais aplicável no caso da agricultura familiar”, finaliza.
Reportagem de Alessandra Pancetti, da ComCiência (Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, LABJOR/SBPC) publicada pelo EcoDebate, 14/01/2010
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Sobre o mesmo tema leiam, também:
Os desalojados da soja. O modus operandi do agronegócio na Argentina
Agricultura sustentável e a hidroeletricidade, artigo de Pedro Jacob Chistoffoleti
Análise do Censo Agropecuário de 2006, algumas informações

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

AUMENTO DO SALARIO MINIMO

valorização do Salario Minimo
A politica do salario minimo surgiu no Brasil, no meados dos anos 30, no Governo Geturio vargas com a Lei 185/36 e Decleto Lei 2162/40, e ao longo dos tempos a luta por aumento de salarios e contra a carestia tem envolvidos as organizações Sindicais no nosso país. Hoje atraves de varias centrais de trabalhadores por movimentos unificados na campanha de valorização do salario minimo, tanto que realizamos marchas em Brasilia, sendo que conseguimos garantir do governo uma evolução do salario, mudança da data base de maio para janeiro. Sabemos que o piso minimo de 510,00 r$ não atende as necessidas basica de uma familia, mas o aumento tem sido uma real destribuição de renda e tem fortalecido as negociações nas conveções coletivas de trabalho.

MUNDANCA DO CLIMA

O planeta está realmente esquentando?

"A mudança do clima, para mais quente ou para mais frio, ocorrerá com ou sem o nosso consentimento. Quem viver verá", afirma Gustavo M. Baptista, doutor em geologia, é professor adjunto da UnB (Universidade de Brasília) e autor do livro "Aquecimento Global: Ciência ou Religião?", em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 06-01-2010.
Eis o artigo.
Acabamos de assistir às principais lideranças mundiais reunidas em Copenhague para discutir os destinos do planeta diante da ameaça do aquecimento global antropogênico. Ironicamente, foram necessários muitos agasalhos, pois o frio de um inverno rigoroso já se anunciava.
A tese defendida pelo IPCC, de que o aquecimento é provocado pelo homem, baseia-se em três grandes pilares: as séries históricas dos desvios de temperatura global, as séries históricas de concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) e uma previsão de clima baseada no dobro da concentração de CO2.
As séries históricas dos desvios de temperatura global, nas quais se baseia o IPCC, mostram que, nos últimos cem anos, a temperatura média do planeta aumentou 0,6, mas, ao analisarmos os dados, notamos que esse crescimento não foi constante nem linear, pois houve períodos em que ocorreu redução da temperatura do globo.
Além disso, e mais curioso ainda, observamos na análise dos mesmos dados que, nos momentos em que a temperatura subiu, não há relação de proporcionalidade com o aumento de CO2, ou seja, não é possível, com base nessas séries históricas, afirmar que a temperatura aumentou em decorrência do aumento das emissões de dióxido de carbono.
Outra observação inquietante desses dados mostra que, entre 1943 e 1966, período em que o processo de urbanização se consolidava no mundo, associado ao crescimento econômico expressivo do pós-guerra, ocorreu redução de 0,18 na temperatura global.
Mais recentemente, a partir de 2005, os dados de temperatura média global baseada em dados de satélites divulgados pela Universidade do Alabama Huntsville (UAH) mostram uma tendência de resfriamento global. Contrariando as previsões dos ambientalistas, o planeta viveu entre 2007 e 2009, no Hemisfério Norte, invernos bastante rigorosos, com direito a uma nevasca histórica em Washington no último mês de dezembro e a inacreditáveis 34,6 negativos na Alemanha, onde, de acordo com o Serviço Alemão de Meteorologia, o inverno está sendo classificado entre os cinco ou dez mais frios dos últimos cem anos.
Os outros dois pilares do aquecimento antropogênico estão relacionados à concentração de CO2 na atmosfera. Segundo os que anunciam essa pseudocatástrofe, essa concentração nunca foi tão elevada quanto agora. Será?
Essa afirmação baseia-se inicialmente nos estudos de Guy S. Callendar, que, a partir de 1938, passou a pregar a influência humana no incremento da temperatura do planeta em decorrência da queima de combustíveis fósseis. É dele um estudo publicado em 1958 que afirma que a concentração média de CO2 atmosférico no século 19 era de 290 ppm (partes por milhão) e, no século 20, chegou a 320 ppm.Estudos posteriores dos cientistas Fonselius, Koroleff e Wärme lançaram dúvida sobre a tese de Callendar, mostrando que, na verdade, ele teria escolhido a dedo seus dados.
A manipulação teve o objetivo de estabelecer uma suposta tendência de crescimento exponencial nos índices de concentração e de desprezar concentrações superiores ao patamar eleito por ele.
Nos dados desprezados, encontram-se concentrações superiores a 500 ppm já no século XIX, mas elas tiveram de ser ignoradas para tornar defensável seu ponto de vista.
Afirma-se que o grande vilão do aquecimento global é o homem, por sua parcela de contribuição para o efeito estufa -retenção do calor pelos gases que apresentam concentração variável na atmosfera, entre eles o dióxido de carbono.
Um dado que tem sido ignorado, no entanto, é que 95% do efeito estufa é decorrente da concentração de outro gás: o vapor d'água. O CO2 corresponde somente a 3,6% do total. Mais grave ainda é que, desse percentual, o homem e suas máquinas respondem por apenas 0,1%. Por essa razão, o climatologista Marcel Leroux disse que "na atmosfera do IPCC não há água".
Entramos recentemente numa nova fase fria do oceano Pacífico e enfrentamos um ciclo de manchas solares que tem apresentado uma atividade muito baixa, como se esperava com os ciclos de Gleissberg.Isso deve nos levar, ao contrário do que anunciam os profetas do apocalipse climático, a um novo período de resfriamento global, apesar do El Niño deste ano.
O fato é que as temperaturas globais são reguladas por fenômenos naturais de âmbito sistêmico. A mudança do clima, para mais quente ou para mais frio, ocorrerá com ou sem o nosso consentimento. Quem viver verá!

essa é uma contribuição do Instituto Humanista unisinos (qualquer conteudo é de responsabilidade do seu idealizador)